quarta-feira, 25 de junho de 2014

Depoimento de Vó...

Compartilhamos estas palavras do coração, escritas por uma avó muito querida, logo após a Festa da Lanterna do Jardim Alecrim Recife...

Gratidão, vovó Marta!

Foto: Emiliano Dantas

Momento Mágico
(Marta Azambuja)

Um papel branquinho
De vermelho foi pintado
E com muito carinho
Lindamente decorado
Os corações vibrando
Na escola vão chegar
Gostosa mesa de frutas
Para compartilhar
Chegando o momento
Muita emoção no ar
Todos muito atentos
A peça vai começar
A menina da lanterna
Sapateiro, fiandeira
Sol, vento, estrelas
Uma raposa ligeira
Aparece um lindo urso
Grande e bem mansinho
Também vem participar
Um lindo porco-espinho
Alegria e gargalhadas
O menino e sua bola
Brinca, joga para o alto
Birrento e bem gabola
Linda música ao fundo
Uma voz de passarinho
Iluminação multicor
Aquecendo lindo ninho
Gurizada entusiasmada
Acenderam a lanterna
A música maravilhosa
Deixa a cena fraterna
Lanternas bem coloridas
Crianças muito exultantes
Subiu a chama do amor
Nada mais foi como antes
Um passeio pela escola
Todos em cantoria
Em cada canto deixando
Amor, paz e alegria
Seguindo a professora
Cada um para a sua sala
Apagaram a lanterna
E ganharam doce fala
Todos em silêncio
Foram para as casinhas
Levando no coração
O brilho das estrelinhas

Marta Azambuja (avó de Thato)
Recife, 01 de junho de 2014

Lendas de São João

Autor da obra: Militão dos Santos
Lendas de São João

"Eu vou, vou soltá foguete
Eu vou, vou soltá balão
Eu vou festejá São Pedro
Eu vou festejá São João
Diz que Santa Isabel
Disse a prima Maria
João vindo ao mundo
Lhe aviso no dia
Ao ver no meu rancho
Um grande clarão
E uma fogueira
Nasceu São João
Por isso que o mundo
Com muita razão
Assim festeja
O Senhor São João
Disse que São João foi dormir
E que só se acordou
No dia de Pedro
E São João se zangou
Pois tinha pedido
A santa família
Que lhe acordasse
Chegando o seu dia
Mas se ele saísse
Do sono profundo
Um grande incêndio
Acabava o mundo"

Luiz Gonzaga

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Dormir bem é preciso!

Autor da obra: Vladimir Volegov
Muitos pais não sabem mais o que fazer: os filhos “brigam” quase todo o dia com o sono. Depois, chegam à creche ou pré-escola sem vontade pra nada. É importante analisar a situação e ajudar os pais a superar esse problema, mesmo porque a falta das noites bem-dormidas atrapalha o desenvolvimento da criança pequena.
A concorrência é grande: celulares, tablets, TV… tudo fascina a criançada que, na hora de dormir, tem sempre algo mais a fazer e a noite passa a ser um “problema” para os pais, que não conseguem colocar os pequenos na cama, sem antes travar uma “batalha” de convencimento.
E a situação piora na adolescência, quando naturalmente o relógio biológico atrasa duas horas. Só que, no dia seguinte, a escola continua no mesmo horário. Ou seja, dormem pouco.
Essa rotina faz mal em qualquer idade. Para os bebês, atrapalha o amadurecimento das funções neurológicas. Crianças pequenas ficam mais agitadas e irritadas.
O sono é o momento em que tudo o que a criança vivenciou no dia é devidamente “armazenado”. Segundo especialistas, quem descansa menos de dez horas por noite é mais propenso a desenvolver problemas cognitivos e de comportamento na escola.
Também é durante o sono que os hormônios que regulam o apetite e o metabolismo da insulina são produzidos. Isso significa que dormir pouco pode levar ao diabetes e à obesidade na adolescência.
Mas, o que fazer para que a criança pequena vá pra cama na hora certa e tenha uma boa noite de sono? A primeira mudança na rotina tem de vir dos pais. Ter um horário determinado para cada coisa é essencial, porque regula também o relógio biológico.
No caso de bebês, é preciso colocá-los no berço sempre no mesmo horário. Banho, massagem, música baixa e tranquila ajudam a criar um clima. Os pais não devem permanecer no quarto com a criança por muito tempo. O ideal é sair pouco antes de o bebê dormir de fato. Assim, nas várias vezes que ele acordar à noite, não encontrar o pai ou a mãe do lado será algo natural.
Para crianças até oito anos, o horário ideal de ir pra cama é por volta das 19h. Depois desse tempo, elas voltam a ficar agitadas. Vale desacelerar a rotina um pouco antes desse horário, evitando atividades agitadas e situações de estresse.
Criar rituais para dormir também ajudam os pequenos a entrar no clima: escovar os dentes, fazer xixi, ler, dar boa noite…
Com estas dicas, você pode ajudar os pais a cuidarem melhor do sono de seus filhos que, mais descansados, vão aproveitar as atividades na escola com total disposição.
Artigo extraído em: http://www.antroposofy.com.br/wordpress/dormir-bem-e-preciso-e-desde-pequeno/

sexta-feira, 30 de maio de 2014

A Festa da Lanterna


(Por Carmen Silvia Zietemann)
Atenção, abrir em uma nova janela. 

                Uma das épocas intensamente vivenciada pelas crianças do Maternal e Jardim de infância, em nossa Escola, é a Festa da lanterna que antecede a festa de São João.
No final do outono, quando as noites vão ficando mais longas e tanto a natureza como o próprio homem iniciam um impulso de contração, uma interiorização, as crianças da Educação Infantil começam a preparar-se para esta festa, cujo sentido está na imagem da busca da luz interior.
Durante várias semanas todo um clima propício é vivenciado nas classes, enquanto as professoras e crianças pintam, recortam e montam lanternas. São cantadas canções que falam de seu brilho e como ele ilumina o coração dos homens e afasta a escuridão.
A estória da “Menina da Lanterna” traz vários elementos de significado espiritual representados por cada personagem. E num todo o conto mostra a trajetória da alma humana em busca da consciência de si mesma, em busca da luz do Sol (Luz Crística) para sua transformação interior, abrindo caminhos ao doar-se.
Este conteúdo pode ser vivenciado pelas crianças como um belo conto de fadas num nível imaginativo e numa atmosfera de sonho.
Finalizada a peça, que é encenada no Teatro da escola, as famílias dirigem-se às classes, onde as lanternas são cerimoniosamente acesas e as crianças, familiares e professores, deixando o ambiente aconchegante das salas, dão inicio ao passeio. Pequenas procissões dos participantes, levando suas lanternas pela mão, iluminando os caminhos em total penumbra e cantando lindas canções.
De todos os cantos do jardim aparecem os grupos que, como cordões de vaga-lumes, se encontram, se cruzam, explorando os lugares mais escuros, formam rodas, passam por túneis formados pelos adultos, para finalmente voltarem aos seus lares.
O ideal é que esta atmosfera especial possa ter continuidade em casa! Que a última refeição do dia já esteja preparada em cada lar e as luzes não precisem ser acesas. As próprias lanternas iluminarão o ambiente, lembrando assim o clima do qual todos acabaram de sair, propiciando uma harmonia união familiar. Desta forma as crianças poderão dormir preenchidas pelas imagens da buscar da luz e da manutenção desta dentro de si. 
Doar esta luz tão especial será então um segundo passo que poderá transformar-se num impulso social na vida futura de cada um.


Fonte: Revista Nós, Época de São João, 2005, Escola Waldorf Rudolf Steiner, São Paulo/SP.


quarta-feira, 28 de maio de 2014

SEMANA MUNDIAL DO BRINCAR (25 a 31 de Maio de 2014)

Brincar: a atividade mais séria da criança
Por Renate Keller Ignácio

Brincar, para a criança, é tão importante e sério como trabalhar é para o adulto. Ou mais até, porque dificilmente encontramos um adulto tão dedicado ao seu trabalho como a criança o é à sua brincadeira. O trabalho é dirigido de fora, pelas necessidades e metas dos adultos. Brincar brota de dentro da criança. Brincando, a criança imita o trabalho, os gestos do adulto. Assim, ela descobre o mundo. Ela vivencia suas leis sem fazer conceitos lógicos sobre elas. Quando ela brinca com água, experimenta como se formam as gotinhas e vê como o sol brilha nelas. Ou joga pedrinhas numa poça d\'água e acompanha os círculos concêntricos que vão se abrindo cada vez mais até chegar na beirada. Ou faz um barquinho de bambu ou de casca de árvore e fica alegre quando este flutua. Isto tudo para a criança é pura vivência.

Se o adulto tenta levar estas experiências à consciência da criança, formulando com ela leis básicas de física, ele estraga a brincadeira, afastando a criança da ação e do movimento e separando-a do mundo ao qual ela ainda está totalmente unida. A criança pequena é inteiramente força de vontade. Ela só quer agir, transformar, brincar. Nunca pára quieta.

Se o adulto apóia essa força de vontade, dando espaço para a criança brincar sadiamente, quando a criança se tornar adulta também terá vontade de agir e de transformar o mundo. Hoje em dia, muitas vezes só se dá valor à inteligência e, quando se pensa em educação, só se pensa em educação do pensar lógico. Mas o homem não é feito só de cabeça, ele também tem coração e membros. Ele não só pensa, como também sente e age. E, principalmente antes dos sete anos, podemos fortalecer a vontade de agir.

A necessidade de brincar é inserida no organismo da criança. Esse organismo, quando nasce, ainda não está pronto. Os órgãos estão apenas esboçados. O esqueleto ainda é maleável. Podemos sentir a moleira na cabeça do nenê, sinal de que ela ainda está aberta para as forças plasmadoras que estão formando o cérebro. Grandes forças vitais plasmam o organismo da criança, continuando e aperfeiçoando o trabalho que foi começado no útero materno. São forças da natureza que trabalham ritmicamente, num ritmo de dia e noite e de respiração (concentrando-se na inspiração e expandindo-se na expiração). Podemos imaginar essa força, também, como um artista cósmico que modela com grande sabedoria o organismo da criança. O trabalho desse "artista" está em grande parte terminado no sétimo ano de vida, quando a criança troca os dentes. Até os sete anos, tudo o que a criança faz tem como origem esse processo plasmador que está acontecendo em seu interior. Por isso, a criança não pode parar quieta e tem de brincar. Esse ato de brincar não possui finalidade lógica imposta de fora, mas segue os impulsos inconscientes que têm sua origem dentro do organismo.

Uma criança pode fazer uma casinha de panos, dali a pouco tira o pano da parede e embrulha nele o seu nenê para passear. Logo ela junta as cadeiras para formar um ônibus, mas, de repente, vê algumas pedrinhas no chão, que são os peixinhos que ela vai pescar. O barco é uma casca de coco. Quando a casca está cheia, despeja tudo no chão porque quer usar o coco como panelinha, enchendo-o novamente com serragem e pondo-o no fogão, que ela monta com pedacinhos de pau. Assim vai, sem nenhuma constância, pulando de um brinquedo para outro. Por isso, muitas vezes, os adultos não consideram que brincar seja uma atividade séria, ou então se assustam, achando que a criança começa tudo sem terminar nada. Mas, observando e estudando mais profundamente o que acontece com a criança antes dos sete anos, compreendemos que brincar é uma necessidade orgânica, e que a forma como a criança se expressa, e os brinquedos que damos para ela, têm uma profunda influência sobre o trabalho plasmador que ocorre no interior de seu organismo porque, ao mesmo tempo em que a criança está totalmente voltada para o seu interior, ela é aberta e muito sensível a tudo o que está ao seu redor. Forma, cor e decoração da sala, o tipo de brinquedos e tudo o que a criança vivencia em seu meio ambiente fazem-lhe impressões no sentido mais literal da palavra: imprimem-se em seu corpo físico e determinam saúde ou doença, para a vida toda.

A sala deve ser sempre aconchegante, quase como que abraçando a criança. Nunca como uma sala de aula ou sala de hospital, grande, branca, fria. Quando a criança entra na sala, ela deve ter o sentimento: "Esta é minha casa, como ela é bonita!" É muito bom quando a sala tem vários cantinhos separados por biombos ou cavaletes leves, cobertos por panos, onde as crianças podem se esconder, brincar de casinha e formar grupinhos menores. Os brinquedos devem ser os mais simples possíveis. Quanto mais simples for um brinquedo, mais a criança se tornará ativa em seu interior, em sua fantasia. Uma boneca, por exemplo, pode ser um pano de algodão amarrado no meio, para formar a cabeça, e dois nós, em duas pontas, como mãos. Quando a criança brinca com esta boneca, ela tem de fazer o esforço da fantasia, para imaginar os olhos, a boca, os cabelos etc. Ela conversa com a boneca e a faz chorar, rir, comer. Esse movimento interior da fantasia é tão importante para a criança como o movimento de seu corpo físico. Se déssemos uma boneca "perfeita", que pisca os olhos, tem um rosto bem definido, chora, anda, faz xixi "de verdade", é como se puséssemos então a fantasia da criança numa camisa-de-força, e ela se atrofia. Assim, também o ,corpo da criança se atrofia quando não se movimenta o suficiente. E certo que uma criança, com cinco ou seis anos, quer uma boneca um pouco mais requintada. Podemos então fazer uma boneca de pano para ;ela, com braços, pernas, roupas, cabelos e um rosto pintado ou bordado, talvez dois pontinhos indicando os olhos, outro a boca - de qualquer forma, sem expressão definida.

A boneca é a imagem do ser humano. A criança a imita e se identifica com ela. Sempre temos de ter isso em mente quando fazemos ou compramos uma boneca para ela. (*)

Existe o preconceito de que só as meninas devem brincar com boneca, e que os meninos já devem mostrar uma certa dureza, lutando com outros meninos, chutando bola ou brincando até com revólver, para mostrar que eles já são pequenos machos. Como é que vamos ter pais de família sensíveis e carinhosos se nós já pomos na cabeça dos meninos pequenos que carinho é coisa de mulher? Observei, muitas vezes, meninos pegando uma boneca escondidos dos outros e levando-a para um cantinho onde ninguém pudesse observá-los. Ali, então, ele brincava gostoso, conversava com a filhinha, dava mamadeira para ela, trocava a roupa dela,. e seus olhos brilhavam felizes. Mas se nessa hora alguém diz: "Que é isto? Menino brincando com boneca?", seu rosto se fecha e podemos observar uma grande decepção, que é compensada, depois, com brincadeiras brutas, "brincadeiras de meninos", agressões. O contrário também acontece: menina tem de ser toda delicadeza, não pode sujar-se, não pode correr, não pode trepar em árvores, nem soltar pipa etc. Ela tem de ficar em casa cuidando do serviço, logo cedo. Se compreendermos como o ato de brincar livremente com a fantasia é importante para o desenvolvimento do ser humano, independente de ser homem ou mulher, podemos ter uma idéia de como estes preconceitos são prejudiciais.

Fonte: "Criança Querida - O dia-a-dia das creches e jardim-de-infância" de Renate Keller Ignácio (páginas 25, 26, 27 e 28) - Editora Antroposófica

*Veja também: Evelyn Scheven: "Minha Querida Boneca".

SAIBA MAIS SOBRE A SEMANA MUNDIAL DO BRINCAR:

http://www.aliancapelainfancia.org.br/


segunda-feira, 10 de março de 2014

Reflexão sobre o Carnaval

Queridos Pais, Mães e Amigos e Amigas,

Iniciamos o ano letivo comemorando os festejos carnavalescos que nos contagiam e encantam com toda a riqueza cultural, característica do nosso país e, especificamente, da região do nordeste. 
Deparamo-nos, no entanto, com o distanciamento do conhecimento dos símbolos inerentes a esta festividade, sua história e sua relação com uma das festas Cristãs mais importante, a Páscoa.
Existem inúmeras informações sobre as origens históricas do carnaval. Porém, o que nos interessa é o que de fato, simbolicamente, a representa, em termos de alimento para a alma, com toda a magia que lhe é peculiar. 
É sempre bom lembrarmos que as crianças são “pura imitação”, e, assim, é fundamental que nós, adultos, possamos vivenciar cada época imbuídos dos significados e simbolismos que a permeia, tomando cuidado para que não entremos no automatismo do fazer porque todos fazem. O caminho para isso é entender o que está por trás de cada evento como este, sua relação com os fenômenos da natureza.
Nesse sentido, compartilhamos o texto do escritor Eduardo Amarantes que aborda, de forma bastante interessante, aspectos históricos e simbólicos do carnaval. Esperamos que o mesmo desperte, em cada pessoa que o leia, a vontade de aprofundar o seu conhecimento sobre a origem e o sentido das festas anuais celebradas em nossa escola.

Boa leitura!
Jardim alecrim Recife
Recife, 28 de fevereiro de 2014

Autor da Obra: Bajado


O Carnaval (Por Eduardo Amarante)

O Carnaval, mais conhecido no meio rural como Entrudo (introitus, entrada) é um rito de passagem de um tempo velho para um tempo novo. Teve a sua última forma expressa nas Saturnais romanas, que compreendiam um conjunto de ritos visando a expulsão das forças malignas do Inverno, em vista da renovação da natureza.

Trata-se, fundamentalmente, de uma cerimônia de purificação de fim de inverno (a morte que precede a vida) para dar início a um novo ciclo de fertilidade.

Originariamente, nessa ocasião acontecia um conjunto de ritos, tais como purgações, procissões mascaradas (as máscaras representam as almas dos mortos que apelam à vida, e a morte do Inverno), extinção e reactivação do fogo, com vista à destruição de tudo o que representava o tempo passado, para dar lugar, com o reavivar do fogo, à criação, à restauração das formas.

Estes dias de festa são caracterizados por uma licenciosidade sem malícia que funciona como uma catarse colectiva (abolição das formas, regresso ao caos, prenúncio de uma nova ordem, de um renascimento colectivo), onde se assiste à exteriorização da própria alegria. Nas aldeias de Portugal esta festa é “inteiramente espontânea e desorganizada. O trabalho é interrompido durante os três dias gordos, a ruptura com o quotidiano é total.

Em terras transmontanas, os festejos dos três dias de Entrudo correspondem às Bacanais de Março. Celebrizam-se pelas grandes comezainas, mascaradas e bailes.

O Carnaval é a expressão de antigos cultos agrários associados ao Sol. Em certas localidades queima-se ou mata-se o Meco, figura de palha que simboliza o Inverno ou a morte invernal da natureza. Desse modo, esta festividade aparece como vestígio remoto das cerimônias de purificação das forças malignas do Inverno, com vista à renovação da vegetação, cerimônias essas que, reforçamos, tiveram sua última forma de expressão nas Saturnais romanas.

Originariamente comportavam o sacrifício anual do Rei, que transparece nos actuais enterros do Entrudo nas suas várias formas, nas lutas do Verão e do Inverno, expulsões da Morte, etc., e caracterizavam-se pela sua total licenciosidade, prenunciando magicamente a alegria causada pela abundância que se adivinhava. O Carnaval mergulha a sua raiz mais funda numa cerimônia de carácter religioso em vista da fertilidade.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Criança sem horário certo para dormir tem mais problemas de comportamento

 
Imagem extraída em: elclubdelartelatino.blogspot.com


“Não há dor que o sono não consiga vencer." (Honoré de Balzac)

Uma criança que não tem horário certo para dormir pode apresentar um maior risco de problemas de comportamento e emocionais, como hiperatividade ou ansiedade. É o que indica um estudo britânico realizado com mais de 10.000 crianças e cujas conclusões foram publicadas nesta segunda-feira na revista Pediatrics.

No artigo, os autores explicam que horários irregulares para dormir, assim como dormir pouco, afetam de forma negativa o ciclo circadiano, ou relógio biológico, da criança. Ou seja, prejudica o ciclo responsável por gerenciar o funcionamento do corpo e por regular, por exemplo, o apetite, os horários de sono e o humor.

“Alterar constantemente a quantidade de horas em que você dorme por noite ou então ir para a cama em horários diferentes a cada dia é como bagunçar o seu relógio biológico. Isso impacta a forma como o seu corpo será capaz trabalhar no dia seguinte”, diz Yvonne Kelly, pesquisadora da University College London e coordenadora do estudo.

A nova pesquisa levou em consideração os dados de 10.230 crianças da Grã-Bretanha. Os hábitos relacionados ao sono dessas crianças — como o horário em que elas iam para a cama todos os dias ou quantas horas por noite elas dormiam — foram analisados quando elas tinham 3, 5 e 7 anos de idade. Os pesquisadores levaram em consideração apenas os hábitos cultivados de segunda a sexta-feira. Além disso, pais e professores dessas crianças responderam a questionários sobre o comportamento delas.

As conclusões do trabalho indicaram que as crianças que não tinham horário definido para dormir apresentavam mais chances de desenvolver problemas de comportamento ou emocionais do que aquelas que iam para a cama no mesmo horário todos os dias da semana. Esses problemas incluíam, por exemplo, tristeza, envolvimento em brigas com colegas e imprudência, além de hiperatividade e ansiedade.

Fonte: medplan.com.br
Artigo extraído em: http://www.antroposofy.com.br/wordpress/crianca-sem-horario-certo-para-dormir-tem-mais-problemas-de-comportamento/